Narrativa do Eu Tenho Voz concorre em mais uma mostra de cinema

A vídeo narrativa “História de Marias”, da série “Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”, criada pela Cia NarrAr Histórias Teatralizadas especialmente para o Projeto Eu Tenho Voz Na Rede, do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), foi selecionada para participar da 1ª Mostra Picuá de Cinema e Literatura, que irá acontecer na Serra do Tepequém, em Roraima, nos próximos dias 19 e 20 de novembro. A vídeo narrativa já havia sido escolhida para participar de outros dois festivais de cinema: 3ª edição do Festival Curta (C)errado e da Mostra de Cinema da Casa em Casa.

A 1ª Mostra Picuá de Cinema e Literatura, apoiada pelo Governo Federal, pelo Estado de Roraima, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e do Fundo Estadual da Cultura, tem como objetivo fomentar o cinema e a literatura no extremo Norte do país, criando oportunidade de renda aos profissionais do audiovisual, da literatura e do turismo, além de criar empregos diretos e indiretos na região e oferecer ao público em geral uma atmosfera de harmonioso convívio social em torno da arte, com acessibilidade, inclusão social e respeito ao meio ambiente.As duas mostras são competitivas com premiações em dinheiro, publicação dos textos em revista literária digital e entrega do troféu Picuá aos vencedores e vencedoras.

O curta “Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”, é um instrumento de sensibilização que aborda o tema do abuso sexual infantil em linguagem adequada para as crianças. “O Instituto Paulista de Magistrados (IPAM) lançou o Projeto Eu Tenho Voz na Rede, como uma versão on-line do projeto Eu Tenho Voz, que já é realizado de forma presencial pelo Instituto desde 2016, e cujo objetivo é prevenir e combater o abuso sexual de crianças e adolescentes”, destaca a idealizadora e coordenadora da iniciativa, juíza Hertha Helena Padilha de Oliveira, 2º vice-presidente do IPAM.

A nova modalidade digital é uma variação e extensão do projeto original. Suas principais ações, antes realizadas presencialmente para o público alvo, foram adaptadas à nova realidade da pandemia da Covid-19, que obrigou todos os segmentos da sociedade a adaptar suas ações, diante da necessidade de distanciamento social provocado pela pandemia.

“Por meio de sistemas remotos on-line, e através de plataforma própria, o IPAM busca garantir que o Projeto Eu Tenho Voz na Rede, sem perder o objetivo e a qualidade dos resultados do projeto original, possa informar e sensibilizar crianças e adolescentes sobre a violência e o abuso sexual, assim como capacitar os professores e educadores das escolas do Ensino Fundamental I e II para identificação precoce e acolhimento das vítimas”, diz a magistrada.

“Nesse sentido, tivemos de interromper as apresentações presencias da peça Marcas da infância, criada pela Cia NarrAr Histórias Teatralizadas especialmente para o Projeto Eu Tenho Voz, que decidiu ampliar a manifestação artística como forma de sensibilização e conscientização das crianças, por meio da série de vídeo narrativas intitulada Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”, afirma a juíza.

Ela lembra que, nos cinco anos desde que foi lançado, o Projeto Eu Tenho Voz já atingiu mais de 30 mil estudantes das escolas públicas e foi contemplado, em 2018 e 2020, com a menção honrosa ao Prêmio Betinho, da Câmara Municipal de São Paulo, em reconhecimento à iniciativa.

Curta “História de Marias”

Ficha técnica:

Idealização, direção cênica, texto e encenação: Patrícia Torres

Direção, captação, ilustração e montagem: Marcos Sassá

Produção Audiovisual: Shot Filmes

Parceria: Projeto Eu Tenho Voz |  https://www.eutenhovoz.com.br/

Sinopse: A dramaturgia é costura por muitas vozes das nossas crianças. Maria foi (é) abandonada pela mãe. Maria foi (é) violentada pelo namorado da avó. Maria foi (é) abusada pelo tio. Maria tinha (tem) um segredo sufocado. Maria sonhou (sonha) em morar no céu. Maria desenhou (desenha) seu braço com um instrumento afiado, tentando cortar as violências marcadas em seu corpo e sua alma. E a mãe da Maria? As mães das Marias? Também viveu (vivi) as violências. Maria! Marias, caíram em nossa rede de proteção acolhidas por professoras, juízas, psicólogas que pisam o chão da escola com Projeto Eu Tenho Voz.

Faixa etária: a partir dos 12 anos. 

Assista aqui.

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