IPAM perde o conselheiro nato desembargador Antônio Carlos Malheiros

Corpo diretivo do instituto presta homenagem a um dos magistrados mais respeitados do país, reconhecido por diversos trabalhos voluntários

O desembargador Antônio Carlos Malheiros, conselheiro nato do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), faleceu na madrugada desta quarta-feira (17). Ele exerceu a presidência do instituto de 2008 a 2009, foi vice-presidente nas gestões 2010/2011; 2012/2013; 2014/2015; 2016/2017 e 2018/2019. Também foi pró-reitor de Cultura e Relações Comunitárias da PUC-SP, segundo desembargador mais antigo do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) e um dos mais respeitados magistrados do país.

Malheiros era reconhecido por seus diversos trabalhos voluntários, especialmente como um dos contadores de histórias da Associação Viva e Deixe Viver, que ele ajudou a fundar em 1997 e da qual foi diretor. Em 2016, recebeu a Medalha Anchieta e Diploma de Gratidão da Cidade São Paulo, a mais alta honraria oferecida pela Câmara Municipal às pessoas que prestaram serviços à comunidade paulistana.

“Hoje a Justiça brasileira está de luto. Perdemos o desembargador Antônio Carlos Malheiros, um juiz solidário, humano, generoso, grande defensor das causas sociais e dos direitos das crianças e dos adolescentes e que tratava a todos com muito respeito”, disse a presidente do IPAM, juíza Tânia Mara Ahualli.

A 1ª vice-presidente do instituto, juíza Ana Maria Brugin, reiterou: “Hoje a Magistratura e o IPAM perderam um magistrado e um colaborador ímpar. O Desembargador Malheiros foi muito importante para o IPAM, acreditou e colaborou desde o início e recebe hoje a nossa homenagem”.

A 2ª vice-presidente do IPAM, juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira completa: “Perdi um grande amigo. Um ser humano exemplar, ético e fraterno em todas as suas ações. Trabalhamos juntos desde sua presidência no IPAM em 2008. Em 2016, quando assumi a presidência do Instituto, ele foi meu braço direito, na vice-presidência. Sempre presente em todas as necessidades. Hoje o nosso mundo ficou mais triste, mas tenho certeza que é dia de festa no Céu”.

O juiz Jayme Martins de Oliveira Neto, também conselheiro nato do IPAM, afirmou: “Antonio Carlos Malheiros foi, além de um grande amigo, um apoiador, incentivador e nunca nos faltou. Sempre disposto a servir, dedicou a vida à causa pública. Homem digno, de visão alargada, magistrado sensível, sua partida deixa um vazio no coração da gente. Para além de tantas realizações em sua história de vida, registro tudo que ele fez pelo IPAM, desde a fundação, tendo exercido a presidência e a vice-presidência em várias gestões”.

O Grupo Gestor de Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo emitiu uma nota de pesar. Assinada pelo coordenador do grupo, juiz Egberto de Almeida Penido, a nota recorda que o desembargador “estava a frente de inumeráveis ações nas áreas da Infância e Juventude, dos Direitos Humanos, da Cultura de Paz, com compaixão e muita coragem. E, para além destes importantíssimos campos de atuação, Malheiros era de uma entrega incondicional de amor ao próximo. Que possamos sempre e sempre manter a chama viva de suas ações e sua luz”.

Regina Beatriz Tavares da Silva, presidente da Associação De Direito de Família e Sucessões, destaca seu legado. “Estará sempre presente na memória de todos que conheceram o desembargador Antonio Carlos Malheiros seu nobre exercício das funções jurisdicionais, às quais agregou atividades de grande valor acadêmico e institucional, na PUC/SP e como Conselheiro Científico da ADFAS.”

O corpo do magistrado será cremado às 17h, no Crematório da Vila Alpina.

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