Eu Tenho Voz na Rede faz 3ª apresentação em escola de Piracicaba

Nesta quinta-feira (19) o Projeto Eu Tenho Voz na Rede teve sua 3ª apresentação on-line, desta vez  na escola pública E. M. Prof. Edilene Marli Borghese, em Piracicaba, interior de São Paulo. Estiveram presentes a diretora Tamara Costa, mais de 20 alunos da 5ª série, a idealizadora e coordenadora do projeto e 2ª vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, e a atriz Vânia Lima, da Cia NarrAr Histórias Teatralizadas.

Durante o encontro, com o objetivo de informar e sensibilizar as crianças sobre a violência e o abuso sexual, foram apresentadas duas narrativas em vídeo: “A Menina Invisível” e “Turbulência”, produzidas especialmente com essa finalidade pela Cia NarrAr. A primeira narrativa, com a atriz Daniela Cavagis, contou a história sobre abuso sexual contra meninas e a segunda, com o ator Fabrício Zava, retratou a história de abuso sexual contra um menino.

Em seguida, a juíza Hertha Helena explicou que todos os fóruns têm um juiz que cuida da infância e a da adolescência e “que se pode fazer uma denúncia de violência ou abuso sexual para uma pessoa de confiança da família, um amigo, o professor, o diretor e também de forma anônima, sem precisar se identificar”. Para fazer a denúncia, a juíza indicou os  Disque 100, 181 e 190, ou por meio do hotsite do Projeto Eu Tenho Voz, no email: eutenhovoz@ipam.com.br e/ou pelo telefone (11) 3105-9290. E lembrou para que todos os alunos guardem a “Cartilha Eu Tenho Voz” que contém todas as informações e os números para fazer a denúncia.

“Quando recebemos a denúncia no Judiciário, a violência está acontecendo há muito tempo. Isso se repete porque a criança não conta para ninguém o que está acontecendo, por muitos motivos. Sofre ameaças do agressor, que diz que vai fazer algum mal para a criança ou para alguém da família. Muitas vezes o agressor fala que se a criança contar para um adulto ninguém vai acreditar. E isso não é verdade. Nós acreditamos na palavra de todas as crianças”, enfatizou a magistrada, que disse também que “ninguém merece sofrer violência física, sexual, ou de qualquer tipo, e a pessoa que pratica a violência não vai parar sozinha, por isso é importante denunciar”, finalizou, e se colocou à disposição das crianças para ouvi-las em separado.

O Projeto Eu Tenho Voz será apresentado em mais 7 escolas de Piracicaba.

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