Eu Tenho Voz na Rede vai até escolas de Piracicaba e do Guarujá

Nesta sexta-feira (20) aconteceram três apresentações do Projeto Eu Tenho Voz na Rede, duas em Piracicaba e uma no Guarujá. Em Piracicaba foram duas apresentações na E. M. Profa. Antonia Benedita Eugenio, a primeira no período da manhã, para 42 crianças da 4ª série e a segunda, no período da tarde, para cerca de 22 crianças de 6 a 8 anos. No Guarujá a apresentação aconteceu no Teatro Procópio Ferreira, para 140 crianças do 9º ano de escolas públicas da cidade.

Estiveram presentes o reitor da E.M. Profa. Antonia Benedita Eugenio, Bruno Sérgio de Oliveira, a idealizadora e coordenadora do projeto e 2ª vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, a psicóloga do Centro de Referência às Vítimas de Violência (CNRVV), Beatriz Braga Lorencini, a desembargadora do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), Marcia Regina Dalla Dea Barone, a artista plástica e procuradora aposentada do Estado de São Paulo, Teresa Cristina Della Monica Kodama e as atrizes Vânia Lima (na escola de Piracicaba) e Patrícia Torres (no Guarujá), da Cia NarrAr Histórias Teatralizadas.

Durante o encontro, com o objetivo de informar e sensibilizar as crianças sobre a violência e o abuso sexual, foram apresentadas quatro narrativas em vídeo: “A Menina Invisível”, “Turbulência” e “A Fada e a Sombra” em Piracicaba e “História de Marias” no Guarujá. As narrativas foram produzidas especialmente com essa finalidade pela Cia NarrAr e todas contam histórias baseadas em fatos verídicos sobre abuso sexual contra meninas e meninos e que tiveram um final feliz.

“Nenhuma pessoa pode tocar no corpo de uma criança e em suas partes íntimas.  Abusar sexualmente de uma criança é tocar no corpo da criança de um jeito que ela não se sente confortável. A pessoa que faz isso tem problema, tem uma doença e não vai parar sozinha”, orientou a juíza Hertha Helena e acrescentou: “Muitas vezes como juíza eu vi histórias de abuso sexual se repetirem várias e várias vezes por muito tempo, até a criança ser socorrida porque contou para alguém de sua confiança a sua história. O abusador não para sozinho, e fica ameaçando a criança para não contar a verdade. Ele sabe que está fazendo algo errado, mas muitas vezes diz que ninguém vai acreditar na criança”.

A desembargadora do TJSP, Marcia Barone, disse que “as crianças não estão sozinhas e também podem ajudar o amiguinho que possa estar passando por uma situação de abuso”. Ela reiterou que “as crianças podem confiar na escola, nos professores, no diretor, porque o desejo desses profissionais é que as crianças cresçam estudando, trabalhando e sendo felizes”.

A procuradora Teresa Kodama lembrou que “é importante enfrentar o medo de denunciar o abusador. Eu tinha medo de falar em público, de altura, de avião, de ficar sozinha no escuro, mas eu tive de enfrentar os meus medos”. Ela finalizou a sua mensagem dizendo aos alunos que é preciso “contar o problema para um professor, um coordenador, vizinha, madrinha, ou procurar em um Fórum um juiz, um promotor, o defensor público ou o Conselho Tutelar, onde vão ter profissionais capacitados para ouvir a denúncia da criança. Outra opção é contar para um coleguinha. E caso não queiram contar, façam um desenho, passe um email ou whatsapp, mas denunciem”.

A juíza Hertha Helena finalizou as apresentações tanto em Piracicaba quanto no Guarujá explicando que todos os alunos iam receber a “Cartilha Eu Tenho Voz” que contém todas as informações e os números para fazer a denúncia como os Disque 100, 181 e 190, ou por meio do hotsite do Projeto Eu Tenho Voz, no email: eutenhovoz@ipam.com.br e/ou pelo telefone (11) 3105-9290.

O Projeto Eu Tenho Voz será apresentado em mais 6 escolas de Piracicaba.

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