Eu Tenho Voz é apresentado em debate sobre inclusão e políticas públicas

A idealizadora e coordenadora do Projeto Eu Tenho Voz, juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, 2ª vice-presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM),  participou de live na última quarta-feira (1) do II Ciclo de Debates Jurídicos: Inclusão e políticas públicas, no qual falou sobre o Projeto que promove orientação e sensibilização aos alunos da rede pública de educação sobre o abuso sexual de crianças e adolescentes.

A juíza iniciou sua participação no evento relatando como surgiu a ideia do Eu Tenho Voz. “O projeto foi idealizado no período em que eu era presidente do Instituto Paulista de Magistrados e nós queríamos um projeto que aproximasse a figura do juiz da sociedade, focando especificamente nos direitos das crianças e adolescentes. Os juízes acabam tendo contato com a questão do abuso sexual infantil, seja atuando na Vara da Infância, na Vara da Família ou mesmo na Vara Criminal, e foi a partir desse cenário que veio a ideia de dar voz às crianças que são vítimas desses abusos”, disse a magistrada.

“Surgiu a ideia de utilizar a arte para fazer a abordagem dessa questão, levando para a escola uma peça de teatro que tratasse da questão da violência, e não só da violência sexual”, explicou a 2ª vice-presidente do IPAM ao falar sobre a peça “Marcas da Infância”, especialmente criada pela Cia NarrAr Histórias Teatralizadas, com os atores Patrícia Torres, Vânia Lima, Daniela Cavagis e Fabrício Zava, que conta histórias sobre violência doméstica e sobre abuso sexual infantil.

A juíza Hertha Helena de Oliveira falou também sobre a criação do Projeto Eu Tenho Voz na Rede, versão digital criada para dar continuidade à iniciativa durante a pandemia. Ela relatou que em sua versão remota o Projeto conta com quatro vídeo narrativas “Marcas da Infância: Vozes na Nuvem”, também criadas pela Cia. NarrAr, que abordam casos de crianças, tanto do sexo feminino quanto do masculino, que fizeram denúncias e deixaram de sofrer os abusos. “A alternativa foi criar essas narrativas em vídeo, para serem exibidas por videoconferência nas escolas, e com a presença do juiz também por videoconferência, mas era indispensável que as crianças estivessem na escola, mediadas por professores e diretores”.

Durante a live foi exibida a vídeo narrativa “História de Marias”, e a juíza ressaltou que, com a volta das apresentações presenciais, a versão digital do projeto está destinada para escolas fora do Estado de São Paulo que desejem receber a ação.

O evento também contou com a participação da doutora em Tecnologias da Inteligência e Design Digital Marissol Mello Alves, que falou sobre programas de inclusão de mulheres na área de tecnologia, e do doutor em Comunicação Roberto Joaquim de Oliveira, que abordou a cultura da paz e o sistema de garantia de direitos das crianças e adolescentes de São Bernardo do Campo.

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