Na última segunda-feira (2 de fevereiro), o Grupo Gestor Interinstitucional de Justiça Restaurativa do Território de Heliópolis realizou na Escola Estadual Alexandre de Gusmão, no bairro do Ipiranga, em São Paulo, ação de acolhimento dos alunos para o ano letivo de 2026. Participaram do encontro, em dois turnos, cerca de 180 alunos do ensino médio, regular e técnico, além de alguns professores. A ação faz parte do Projeto de Expansão da Justiça Restaurativa em Heliópolis, que novamente é realizado em parceria com o Instituto Paulista de Magistrados (IPAM).
“A Escola Estadual Alexandre de Gusmão foi uma das unidades escolares com maior engajamento, especialmente na Etapa de Supervisão, realizada após a Formação de Facilitadores de Processo Circular e, por essa razão, o Grupo Gestor Interinstitucional de Justiça Restaurativa do Território de Heliópolis passou a apoiá-la mais diretamente, visando fomentar a implantação do projeto e criar um polo local. Nesse sentido, foi realizada uma nova capacitação, mais focada nesta unidade escolar, onde o encontro de segunda-feira foi idealizado com o acolhimento de parte da Comunidade Escolar, em razão do início do ano letivo, por meio de Processos Circulares, facilitados por pessoas formadas no Projeto”, explicou Renata Zarantonelli Barbosa, coordenadora do projeto e integrante do Grupo Gestor local.
A ação foi apoiada e planejada também pelo diretor do colégio, Cesar Augusto Cândido Xavier, e a vice-diretora, Maria Cleide Mendes, além de outras integrantes do Grupo Gestor Interinstitucional de Justiça Restaurativa do Território de Heliópolis, Luciana Mattos e Paula Fernandes Moreira, e de membros da comunidade, que atuam como facilitadores de Círculos de Construção de Paz: Cecília Assumpção, David Oliveira dos Santos, Ana Carolina Neuma Costa, Shirlei Belizário e Elizete Amorim de Araújo, a última que também é mãe de uma das alunas da unidade escolar.
Segundo Elizete, “foi uma experiência incrível. Me vi naqueles círculos como no papel da mãe de um adolescente: pronta para ouvir! Percebi que muitos alunos não querem falar, mas muitos querem ser ouvidos. É só ter a oportunidade”. A facilitadora também ressaltou o quanto a palavra “respeito” foi trazida tanto pelas alunas, quanto pelos alunos. “Eles almejam isso”.
A Justiça Restaurativa se constitui como um conjunto ordenado e sistêmico de princípios, métodos, técnicas e atividades próprias, que visa à conscientização sobre os fatores relacionais, institucionais e sociais motivadores de conflitos e violência, e por meio do qual os conflitos que geram dano, concreto ou abstrato, são solucionados de modo estruturado.
O Grupo Gestor Interinstitucional de Justiça Restaurativa no território de Heliópolis tem atualmente a participação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), da Diretoria de Ensino da Região Centro Sul, da Supervisão Técnica de Saúde do Ipiranga (STS Ipiranga), do Conselho Tutelar do Sacomã e da União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região (UNAS).
