O presidente do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), juiz Ademir Modesto de Souza, esteve presente na última quinta-feira (dia 19) na solenidade de posse dos desembargadores Marco Antônio Botto Muscari e Mario Gaiara Neto no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP).
A posse solene foi conduzida pelo presidente do Judiciário paulista, desembargador Francisco Eduardo Loureiro, , na sala Desembargador Paulo Costa, no Salão do Júri (2º andar), e contou com a presença de amigos e familiares dos empossados.
Marco Antonio Botto Muscari e Mario Gaiara Neto tomaram posse como juízes substitutos no mesmo ano, em 1991, percorreram diversas comarcas do Estado e agora chegam juntos ao cargo mais alto da Magistratura. Eles receberam o Colar do Mérito Judiciário acompanhados, respectivamente, de Luciene Mauerberg Muscari (esposa) e Marlene Schiller Gaiara (mãe).
Em seu discurso, Mario Gaiara Neto atestou a longa jornada na Magistratura com um número: 12.809, a quantidade de dias decorridos entre a posse como juiz substituto e a posse como desembargador, marcados por desafios e aprendizados. “Tomar posse como desembargador é uma honra e uma vitória, uma conquista que só se mede verdadeiramente quando olhamos para trás e reconhecemos, em cada processo julgado, em cada decisão proferida, a vida que todo juiz da Magistratura paulista entrega ao ideal de Justiça. Que esse novo capítulo me permita honrar o passado servir melhor ao futuro”, disse o magistrado. Em seguida, agradeceu familiares, amigos, professores e servidores da Justiça.
O desembargador Marco Antonio Botto Muscari falou do papel do magistrado na sociedade. “Há dias em que sentimos o peso quase físico de decidir o destino de alguém. Nesses dias, convém lembrar algo simples: ninguém nos pede para sermos infalíveis, pedem-nos que sejamos honestos, que julguemos com a consciência tranquila de quem examinou com cuidado, ouviu com respeito e pensou com humildade. Isso basta”, disse. Assim como o colega, também dedicou parte do discurso para agradecer todas as pessoas que o acompanharam em sua trajetória profissional.
O presidente Francisco Eduardo Loureiro reiterou as palavras do orador em relação ao comprometimento, retidão de caráter e ética necessários no dever de julgar. Ele celebrou a chegada dos dois novos colegas, que, em sua visão, seguiram esses preceitos por toda a carreira. “35 anos representam uma vida toda dedicada à Magistratura. Quando vejo dois novos e grandes juízes tomarem posse, isso renova minha esperança, porque ambos são modelos de magistrados e pessoas”, declarou.


