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IPAM celebra mais um ano de conquistas

14/12/2018

Notícias IPAM

IPAM celebra mais um ano de conquistas

 

Na noite da quarta-feira (12/12), aconteceu o jantar de confraternização do Instituto Paulista de Magistrados, uma verdadeira festa para comemorar mais um grande ano para o IPAM.  O evento reuniu, entre magistrados, parceiros e amigos, mais de 80 pessoas. Estiveram presentes no encontro o presidente do Tribunal Regional Eleitoral, Des. Carlos Eduardo Cauduro Padin, a vice-presidente da Associação Paulista de Magistrados, Juíza Vanessa Mateus, a desembargadora federal Vera Lucia Jucovsky, Diretora de Assuntos de Interesses dos Aposentados da Associação dos Juízes Federais, e o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros e um dos fundadores do IPAM, juiz Jayme de Oliveira.

Jantar IPAM 2018

Também marcaram presença os integrantes do grupo teatral Cia Narrar – Histórias teatralizadas, parceiros do IPAM há mais de dois anos no premiado Projeto Eu Tenho Voz com a peça “Marcas da Infância”, que aborda o abuso sexual infantil em escolas públicas.

A anfitriã da cerimônia, Hertha Helena Rollemberg Padilha, presidente do IPAM, comemora o sucesso do ano de 2018. “Este ano foi fantástico. Muito trabalhoso e com algumas dificuldades, mas tivemos um crescimento gigantesco no Projeto.  No total, alcançamos 20 mil crianças e conseguimos ampliar as parcerias. E o resultado foi o recebimento do Prêmio Betinho de Direitos Humanos da Câmara Municipal de São Paulo, o que é um reconhecimento fantástico da comunidade. Só tenho a agradecer”, conta.

O Projeto Eu Tenho Voz teve início há pouco mais de dois anos com a ideia de conscientizar as crianças a respeito de algo que acontece em suas casas, na maioria das vezes no seio familiar, e buscar soluções para o problema. Atualmente, o projeto conta com cursos de capacitação para educadores das escolas e a parceria com o CNRVV (Centro de Referência às Vítimas de Violência), que garante às vítimas um acompanhamento após a denúncia, dando segurança e continuidade ao processo. Em 2018 foi firmada também a parceria muito importante com a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, garantindo que o Projeto Eu Tenho Voz se estenda à rede municipal de educação no próximo ano.

Hertha Helena explica que o avanço da iniciativa de combate a violência e ao abuso sexual infantil é resultado do trabalho conjunto de juízes voluntários, membros do MP e da Procuradoria do Estado. “Juntos conseguimos mostrar para cada uma das crianças que elas não precisam ter medo e que podem contar com o judiciário para combater os diversos tipos de violência”, enfatiza a presidente do IPAM.

A relevância e importância deste projeto se mostram cada vez maiores. Quanto mais cresce o número de expectadores, porém, aumenta o número de denúncias, um resultado que gera alegria e tristeza ao mesmo tempo. De acordo com a atriz Vania Lima, “é um paradoxo. Ficamos muito felizes em fazer este trabalho e poder dar voz a essas crianças, mas, por outro lado, o número de denúncias é tão surpreendente que os sentimentos se misturam. Em todas as escolas em que nos apresentamos, são denunciados, pelo menos, 5 casos de abuso”, revela.

Apesar disto, não há como negar o sentimento de satisfação em saber que algo está sendo feito para dar voz a estas crianças. “Quando começamos o projeto, não tínhamos a dimensão de quantas vozes seriam convidadas à narração. É uma alegria. A verdadeira alegria, realmente, seria se este problema não existisse, porém, ficamos lisonjeados que a nossa arte está sendo um canal para a transformação de vidas”, conta a atriz, educadora e produtora cultural da Cia Narrar – Histórias teatralizadas, Patrícia Torres.

O trabalho e engajamento da magistratura são fundamentais para o sucesso do projeto. “A sensação é a de que agora temos mãos para seguras as nossas e nos apoiar na caminhada. No início do projeto, não tínhamos estrutura para dar continuidade e acompanhar as vítimas. O máximo que podíamos oferecer era um abraço. Hoje temos o apoio de diversos departamentos da sociedade em nome desta causa. Quanto maior a união, maior a força”, destaca a atriz Daniela Cavagis.

Fabrício Zava, músico integrante da Cia Narrar resume muito bem o sentimento de todos os membros do grupo. “Sempre digo que a gente vira artista por ideal, achamos que podemos transformar o mundo, então, participar e um projeto onde consigo integrar o entretenimento e a transformação social é um êxito. A expectativa é que continuemos fazendo ainda mais em 2019”, conta.

É impossível não creditar o sucesso deste projeto ao apoio crescente de tantos magistrados e parceiros. Entre eles o Des. Eduardo Cortez de Freitas Gouvêa, vice-coordenador da CIJ, Coordenadoria da Infância e da Juventude do TJSP, que firmou uma importante parceria com o IPAM, viabilizando a expansão do Projeto Eu Tenho Voz. Segundo ele, “o Projeto Eu Tenho Voz é um dos maiores já feitos em prol de crianças e adolescentes vítimas de abuso sexual porque dá a eles a coragem e a força para denunciar o abuso, fazendo com que eles se sintam fortalecidos. O apoio do Judiciário é fundamental nesse processo.”, conclui.

O idealizador do Instituto, juiz Jayme de Oliveira, se diz muito orgulhoso de tudo o que o IPAM construiu até aqui. “Sinto-me realizado. Quando fundamos o IPAM, não sabíamos se daria certo. Hoje, vejo o instituto às portas de completar 20 anos, forte, com patrimônio social, sede própria, recursos e um dos projetos mais importantes do País hoje, que é o Projeto Eu Tenho Voz. É uma satisfação perceber que o ideal daqueles 21 juízes de primeiro grau frutificou e hoje tem seu trabalho reconhecido não só em São Paulo, mas no Brasil”, diz.

A expectativa do Instituto Paulista de Magistrados é que, em 2019, 60 escolas públicas de São Paulo recebam o Projeto EU TENHO VOZ.