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IPAM apresenta Projeto EU TENHO VOZ para Juízes da Infância e da Juventude

22/05/2018

Notícias IPAM

IPAM apresenta Projeto EU TENHO VOZ para Juízes da Infância e da Juventude


         Magistrados buscam sensibilizar integrantes da rede de proteção da criança e do adolescente   

                                                                                                                         
                                                                                                                                         Por Camila Rodrigues

Com a certeza de que crianças e adolescentes devem ter os seus direitos resguardados na sociedade em que vivemos, o Instituto Paulista dos Magistrados (IPAM) realiza parcerias e promove ações para desmistificar a problemática do abuso sexual infantil. Em conjunto com o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), o IPAM realizou na sexta-feira, 11 de maio, a apresentação do Projeto EU TENHO VOZ para os juízes da Vara Central da Infância e Juventude com o objetivo de ampliar o debate, sensibilizar os juízes e fortalecer a rede de proteção para combater os crimes praticados contra a infância.

A 4ª Reunião dos Serviços de Acolhimento da Vara Central da Infância e Juventude foi coordenada pelas juízas Cristina Ribeiro Leite Balbone Costa e Mônica Gonzaga Arnoni, da 1ª Vara da Infância e Juventude Central, e contou com a presença de representantes de 18 serviços de acolhimento. Durante o encontro, os participantes assistiram à palestra da juíza Hertha Helena Rollemberg Padilha de Oliveira, presidente do IPAM, e da professora Dalka Chaves de Almeida Ferrari, coordenadora-geral do Centro de Referência às Vítimas da Violência do Instituto Sedes Sapientiae (CNRVV).

IPAM apresenta Projeto EU TENHO VOZ para Juízes da Infância e da Juventude

Criado em 2016, o Projeto EU TENHO VOZ leva de forma lúdica o problema do abuso para as escolas públicas e comunidades na busca de conscientizar a juventude sobre a importância da denúncia, além de mostrar caminhos seguros para que isso seja feito. Em parceria com as Secretarias Estaduais da Educação e da Saúde, Ministério Público e as Varas da Infância e Juventude, o projeto leva o espetáculo “Marcas da Infância”, da Cia. NARRAR Histórias e já atingiu mais de 10 mil crianças espalhadas pelo Brasil. De maneira leve, com música e interação, três narradoras dividem a cena contando histórias de sua infância e falam sobre marcas de abusos e medos que perduram.

A juíza Hertha Helena lidera o projeto e ressalta que o combate à esse tipo de crime precisa ser realizado em conjunto com o poder judiciário, a rede de proteção e organizações da sociedade civil. “Queremos aproximar o juiz da comunidade. As pessoas precisam saber que o juiz da infância e da juventude de cada comarca esta ali para que as vítimas tenham acesso à Justiça. Que ele está trabalhando diariamente para ajudar a combater esse ilícito”, afirma.

A presidente do IPAM falou sobre as ações já realizadas e falou sobre as futuras fases do projeto. Além disso, reforçou que a iniciativa busca parcerias para obter recursos com o objetivo de ampliar a participação e realizar oficinas de treinamento para estudantes, professores, mediadores escolares e conselheiros tutelares. “Um dos principais problemas do combate a esse crime é que muitas denúncias não chegam. Por isso precisamos trabalhar diariamente com as escolas e a rede de proteção para garantir que os direitos dessas crianças e adolescentes estabelecidos na Constituição sejam cumpridos”, ressalta.

A juíza Mônica Arnoni ressaltou a importância da iniciativa e elogiou a forma como a peça teatral aborda o tema tão difícil. “O Projeto EU TENHO VOZ é uma iniciativa que merece toda a divulgação possível, pois é capaz de salvar vidas”, diz.

Através da sensibilização, o Instituto Paulista dos Magistrados busca ampliar o debate e a atenção sobre os impactos causados em uma infância não cuidada, com os seus direitos negligenciados. “Queremos garantir que as vítimas consigam levantar a voz para denunciar esses abusos. E nós – magistrados – que somos representantes da Justiça, podemos empoderar essas crianças e adolescentes mostrando o caminho que deve ser trilhado”, alerta Hertha.             

O encontro aconteceu no Auditório do GADE 9 de Julho, do Tribunal de Justiça de São Paulo, localizado no centro da capital.