Campanha “Sinal Vermelho” salva mulher da morte em Santa Catarina

Matéria publicada nesta segunda-feira (5), no Portal UOL, revelou que uma mulher denunciou na última sexta-feira (2) agressões do companheiro em uma farmácia no município de Rio dos Cedros, em Santa Catarina. Ao entrar no estabelecimento ela desenhou um “X” vermelho na mão, e o atendente acionou a Polícia Militar. O marido a esperava no carro e fugiu ao sentir o movimento dos agentes policiais. A vítima de Rio dos Cedros contou que o companheiro a agrediu e ameaçou matar toda sua família, sendo que os relatos de agressões já eram recorrentes e, na casa do suspeito, a polícia apreendeu uma espingarda e munições.

O “Sinal Vermelho” é um sistema de denúncia idealizado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), em que as vítimas de violência contra a mulher podem ir até as farmácias ou drogarias para fazer uma denúncia de agressão apresentando o símbolo. Os atendentes dos estabelecimentos que aderirem à campanha ligarão imediatamente para a polícia para reportar a situação.

O sistema de denúncia é o mesmo do projeto #Rompa, lançado em março pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em parceria com a Associação Paulista de Magistrados (Apamagis) e apoio do Instituto Paulista de Magistrados (IPAM), com várias ações ao longo desse ano para combater todos os tipos de violência contra as mulheres. A iniciativa teve início após a constatação do aumento dos casos registrados contra a mulher durante o período de isolamento social na pandemia. O Brasil é o 5º país no qual mais se matam mulheres no mundo, de acordo com a ONU.

“O feminicídio não acontece de repente. Ele vai dando sinais. Incentivar o fim dos abusos é ajudar a romper o ciclo da violência de gênero antes que o pior aconteça”, disse a juíza Tânia Mara Ahualli, presidente do IPAM. “Muitas vezes os relacionamentos abusivos começam com algumas atitudes encaradas como ‘excesso de amor’. É preciso atenção porque o controle, o ciúme e os xingamentos podem ser a primeira etapa do chamado ciclo da violência, que é uma alternância – uma fase de paixão, de namoro, seguida de uma agressão, um pedido de perdão, uma reconquista e uma nova violência, inclusive física. Em casos graves, pode-se chegar ao feminicídio”, destacou a magistrada.

A campanha #Rompa do TJSP/Apagamis, com apoio do IPAM, assim como a campanha do CNJ, incentiva o rompimento do ciclo da violência no Estado de São Paulo, sejam de conscientização, de orientação, de prevenção e/ou de acolhimento a mulheres em situação de violência além de promover o apoio às vítimas, trazer orientações sobre medidas preventivas disponíveis nessa batalha pela vida das mulheres.

Acesse #Rompa aqui.

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